Gonzaguinha partia há 30 anos!
28/04/2021 23:27 em Música
Vítima de um acidente de automóvel em Marmeleiro (PR), após um show,
Gonzaguinha
partia há exatamente 30 anos, nos legando uma obra que alia canções de protesto, de teor político-social, com um repertório de apelo romântico que fez do artista carioca um sucesso de massa!
Filho do Rei do Baião,
Luiz Gonzaga
e da cantora e dançarina Odaléia Guedes dos Santos,
Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior
perdeu a mãe aos 02 anos por conta de uma tuberculose, o que fez com que o pai o enviasse para ser criado pelos padrinhos Henrique Xavier (que o ensinou o violão) e Leopoldina de Castro Xavier, moradores do Morro de São Carlos!
Gonzaguinha lançou-se cantor e compositor em 1968, quando cursava Economia - na ocasião, buscaria o sucesso em festivais universitários; sendo um dos integrantes de um grupo de jovens compositores cariocas, do qual surgiu o MAU (Movimento Artístico Universitário), em que também figuravam
Ivan Lins
e o saudoso Aldir Blanc!
O auge de sua carreira compreenderia o período de 1973-1985, em que compôs clássicos da MPB, como ''Começaria tudo outra vez'', ''É'', ''Grito de alerta'', ''Não dá mais pra segurar'', ''O que é, o que é?'', ''E vamos à luta'', dentre tantos outros!
Magro, carrancudo e dono de um mau humor folclórico na Música Popular Brasileira, em 1980 Gonzaguinha aproxima do pai
Luiz Gonzaga - O Rei do Baião
, que, mesmo discordando ideologicamente das canções, já havia endossado a obra do filho gravando “Pobreza por Pobreza”, “Diz que vai virar”, “Erva rasteira” e ainda “Festa”, no disco Canaã (1968)!
Pai e filho estreitam o relacionamento percorrendo o Brasil com a turnê 'A vida do viajante', que posteriormente daria origem a um disco da dupla - em 2012, a história dos artistas ganha adaptação cinematográfica do diretor Breno Silveira, no filme
Gonzaga - De pai para filho
!
De forma lenta e gradual, sua obra acompanha a abertura do cenário político - sem abandonar a postura crítica, o compositor torna-se mais otimista, com a amargura de outros tempos dando lugar à esperança e à alegria!
Imortal,
Gonzaguinha
!
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